Sobre querer

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Eu quero muita coisa. E meu mundo sempre foi baseado em viver querendo e viver desistindo por não conseguir. Eu quero muita coisa, e todos os dias têm sido assim. Mas andei pensando que, por mais que isso me satisfaça por um bom tempo, querer e ter não teria tanta graça se eu tivesse tudo de uma vez só. A vida não teria mais graça sem essa vontade louca de sonhar e realizar ao mesmo tempo.

Meu querer exige um tempo certo. Meu querer é grande, mas ele não pode ser maior do que minha vontade de viver com incentivos felizes ou até infelizes que o mundo me dá pra eu levantar e continuar sonhando.

A vida não teria graça sem sonhos.

A vida não teria graça sem vontades.

A vida não teria graça sem tombos.

Eu quero muita coisa.

Mas eu quero que cada uma dessas coisas aconteçam no tempo certo, para que a vida tenha magia e eu consiga aproveitar cada uma das coisas sem precisar atropelar novos sonhos.

Indefinido

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Ultimamente a brisa de cada dia têm me trazido vazio. E o que eu mais queria agora era descobrir o que me falta que continua retorcendo meu interior sem ao menos me dizer o porquê. Porém, nem sempre é tão fácil saber os mistérios que a falta de paz interior acompanha.

O que eu espero afinal? A solidão de um dia chuvoso ou a presença de gratidão em um dia ensolarado?

Acredito ainda que não seja nenhum dos dois e que os dias nublados podem continuar por um bom tempo me trazendo a dúvida.

Só não quero que essa dúvida persista. Preciso apenas continuar insistindo em pingos de felicidade em dias que até mesmo o sol não irá de aparecer.

Sem título

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Eu sempre quis abraçar o mundo com minhas próprias mãos e sentir a reciprocidade que a paz desse abraço poderia me trazer, porém, existem momentos em que recebo apenas empurrões ou pontapés me fazendo crer que o mundo é como uma criança que faz birra e está esperando o tempo certo para trazer coisas boas e a sensação de que está sendo bem cuidada.

De seus pequenos mistérios

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Quem a vê mal sabe o pequeno mistério que a vida lhe tornou. Vezenquando as coisas não pareciam boas o suficiente e foram fazendo com que ela acreditasse que ficar solitária seria sua maior salvação, porém mal sabia que a solidão pode ser um abismo. Pode até ser que a luz do seu lampião mostrasse todo o caminho a percorrer, mas é como se mesmo iluminando o necessário ela ainda assim estava cega aos melhores detalhes que a vida pode trazer. Seria possível fazê-la amar todas as coisinhas que a vida traz?

Viver nem sempre traz boas sensações, mas disso ela já sabe. E mesmo sabendo, nem todas as melhores coisas do mundo a fazem mudar de ideia quanto a solidão que ela tanto chama de lar.

A vida a desiludiu e ela já não confia em tudo que vê pela frente. Tanto vantagem quanto uma desvantagem. Mas a melhor parte disso tudo, é que ela ainda consegue acreditar que as coisas podem ser melhores quando sentidas em meio a solidão.

Abrindo aspas

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Pense um pouco no que te fez chorar, pequena. Nem tudo que você pensa que acontecerá realmente irá acontecer. Tente sorrir, porque às vezes é só isso que basta pra vida seguir da maneira que você quer.

Infinito

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Tão dentro de mim. Tão dentro de ti. Tão dentro de nós.
Suspiros.
Às vezes penso que tantos sonhos assim não são capazes de me tornarem uma pessoa melhor. Quem sabe amor. Quem sabe dor. Quem sabe saudade de nunca ter tido coragem.
Coragem.
Dependendo do meu ponto de vista durante os caminhos que trilho, acredito que tudo seja uma questão de confiança. Confiança. Esperança.
Ainda te quero.
Ainda te sinto.
Ainda.
Ainda.
Quem sabe.
Não sei quem, não sei o motivo, não sei você. Desconheço.

Tenho vontade de fugir para me encontrar. Mas não me encontro em lugar nenhum, e não sei por onde procurar.

Sobre o silêncio

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Eu gosto do silêncio. Apesar de às vezes o silêncio ser angustiante e o motivo de muitos corações partidos. Eu gosto do silêncio, ao contrário de muita gente que gosta de multidões, e quando ficam em silêncio se sentem tristes ou sozinhas. Eu gosto. Não me vejo sem o silêncio que me traz paz e calma em momentos de raiva ou solidão. Vejo o silêncio como uma forma de agir sem que o coração se negue a pensar do seu jeito. A solidão me acorda e mantém minha mente ocupada de pensamentos que eu nem se quer sabia que existiam. Diferenciar o falso do errado, o amor da ilusão, isso não existe quando o que menos acontece ao nosso redor é o silêncio. Com o silêncio me sinto leve, me sinto inspirada, me sinto voando em um mundo que sempre foi meu, mas até então, não havia descoberto. O silêncio é minha calmaria e é com ele que me protejo.

Sou maluca mesmo.

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Sou maluca mesmo. Acredito no que ainda não existe, e mesmo com o mundo esfregando a verdade na minha cara sigo acreditando porque, de certa forma, isso me faz crer em um mundo melhor. Sou maluca mesmo. O amor ainda existe. Um mundo de paz ainda existe. Tranquilidade ainda existe. Mesmo que tudo isso só exista dentro de mim.

Vezenquando o mundo se torna tão real e sem vida que não creio que ainda existam sonhos possíveis para se realizar. Um navio em uma tempestade e a certeza que o fundo do mar me espera. Mas é preciso ser paciente. Não consigo notar que a tempestade de agora só existe aqui dentro. Tá tudo aqui. Aqui dentro e eu preciso esvaziar e preencher com coisas boas. Sou maluca mesmo. E eu tenho culpa se consigo imaginar o meu nome e a palavra “felicidade” dentro de um coração e rabiscados em uma árvore?

Tem dias em que as peças que a vida prega tornam-me totalmente insignificante. Um nada no meio de tudo. Um vão. Um vácuo. O silêncio. Solidão. Porém, inconstantemente alguns pequenos detalhes com um bocado de sorrisos, tornam-me uma super heróina de mim mesma. E é nisso que eu acredito. Pra vida tornar-se um sonho realizado, eu preciso ser uma heróina.

E sim, sou maluca mesmo.

Eu sou culpada por ainda achar que existe um final feliz em meio a um mundo caótico?

Ofuscada.

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Admirável mundo esse onde a vida me flutua enquanto respiro. Contudo que nada mude, eu continuo a sorrir para meu espelho e acabo encontrando a perfeição. Quão bom seria se os sorrisos fossem valiosos, digo, quão bom seria se isto fosse verdadeiramente verdadeiro. Repentinamente, a vida mostra-me outro lado da moeda, outro lado imperceptível aos olhos dos outros. Abro a janela da certeza e lá só enxergo o que eu já concluía: nada além de um deserto e um sol que queimava minha retina lentamente. Porém, minhas pernas se entrelaçaram entre si, como se não quisessem voltar. Mas eu queria. E queria mais que tudo. Lutei com todas as minhas forças, mas quando retornei todas as minhas páginas estavam amassadas. E foi então que eu enlouqueci. Continuo enlouquecendo. Não sabendo mais para que lado ir, ou para que lado chegar. Fico um tempo pensando em meu estado inevitável. Pra onde foi que a vida me levou, afinal? De nada sei. Fico pensando em formas e várias formas de encher esse buraco que surge em mim. Mas aí então, acontece algo inevitável. Um soco no estômago e o ar começa a poluir-se de sentimentos ruins que eu nem sequer sabia que existiam. Não ligo. Não posso ligar. Tudo parece sem sentido agora. E eu sinto que isso é recíproco. Digo, eu estou deixando essas coisas acontecerem, e tudo então, fica pior, a cada tic-tac do relógio, novas chances vão surgindo. Mas não enxergo na maioria das vezes, pois minhas pálpebras estão embaralhadas graças a essa solidão e essa dor sem sentido. Solidão repentina essa que confunde minha mente e me faz pensar vazio. Faz-me sonhar com o nada. O meio do nada. Nada. Nada parece mais fazer sentido. Pois é só o nada que existe. Por mais que eu finja que não, minha mente grita: SIM! SIM! SIM! Sim, eu já me acostumei com isso. Então, por esse motivo não temo mais o que ainda está por vir. Porque sei que depois das páginas amassadas, devo aprender a desamassá-las, para que então, eu escreva novas palavras formando assim, novos sentimentos. Sentimentos esses que espero que sejam bons. Que espero que não ofusquem minha visão. Espero que novas páginas surjam, novas páginas possam ser desamassadas. E para que mais que tudo, eu perceba que por mais inútil que tudo isso possa parecer, a dor é só uma exceção, e o que eu sinto é muito mais do que uma simples exceção. É a regra. Por mais que eu negue. A regra é sobretudo, o essencial. Independente do que o resto pode me fazer sentir. Certamente, as coisas ruins não poderão ser anuladas pelas boas. Mas não significa que as boas são minoria. Às vezes são a maioria. E na maioria das vezes, valem muito mais.