Indiferença

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O inverno chegou e junto dele a sua indiferença. Acabo não sabendo o que me dói mais: saber que era a coisa certa a se fazer ou ter que conviver com a ideia de que está tentando me esquecer de todas as maneiras possíveis.

Existem pessoas que não valem a pena. Que não valem seu sofrimento. As lágrimas. O querer estar. Não vale a pena dar carinho, afeto ou palavras de conforto. Existem pessoas que não valem a pena pelo simples fato de que, em algum momento, sem mais nem menos, irão jogar todos os bons momentos no lixo como se não significassem mais nada. É como andar abaixo de chuva e não querer se molhar. É como botar o dedo no fogo mas não querer se queimar. Esse tipo de pessoa quer tudo: mas não quer nada.

Mas qual o sentido da vida afinal, se não esses momentos de dúvidas constantes insistindo em fazer com que a gente viva? Por que fugir do sentido da vida?

Existem pessoas vazias. Vazias pois querem algo mas ao mesmo tempo possuem medo do envolvimento. Iludem para que se sintam fortes. Para que sintam os sentimentos do outro em mãos mas logo depois amassam cada palavra e gesto de carinho dito como se simplesmente fossem bolinhas de papel.

Isso pode doer. Pode machucar.

Mas eu prefiro ser uma bolinha de papel que pode ser desamassada do que ter uma alma vazia que não se pode fazer nada a respeito.

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