Sem título

As coisas reaparecem dentro de mim como se nunca tivessem sumido e então eu percebo que elas sempre estiveram aqui. Por bem ou por mal. Elas sempre estiveram aqui. E o que eu mais quero e o que sinto é que preciso de alguma forma me livrar dessas coisas. Elas apodrecem aqui dentro, e vezenquando essa podridão começa a explodir e contaminar todas as coisas boas. E eu não posso permitir que isso aconteça e que eu me perca novamente. Eu me encontrei e não posso me perder novamente. Sei que não vou. Mas mesmo assim eu temo.

Eu tenho medo assim como qualquer ser-vivo possui medo do fogo. Eu tenho medo assim como as pessoas temem o tempo. Porém, eu não tenho medo do tempo que está por vir ou até mesmo do futuro. Eu tenho medo do meu passado e do quanto ele pode me assombrar.

E eu só preciso perder isso tudo para que assim, eu ainda possa sentir que as coisas tomaram o rumo certo.

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Maktub.

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É mais um dia normal como qualquer outro dia qualquer. Parece normal. Tudo em ordem.  Tudo acontecendo como deveria acontecer.

Exceto por um detalhe que eu ainda não sei que acontecerá. Exceto por um detalhe que mudará a minha vida para sempre.

Para sempre.

É sexta-feira, 08 de setembro de 2017.

Visitam-me.

Tudo ainda ocorre em minha mente como deveria ocorrer.

É sábado.

09 de setembro de 2017.

Madrugada. Hora de dormir. As visitas dormem . Eu estou pronta para dormir.

2h34 da manhã. A nossa hora. E a hora que tudo muda drasticamente.

Eu o encontrei.

O encontrei da forma menos banal, mais improvável, mais estranha, mais sensacional, mais eu, mais ele possível. Eu o encontrei.

E o mundo se iluminou de uma forma que nunca saberei descrever.

Meu mundo reascendeu de uma forma que nunca pensei que acenderia.

Meu coração parou e ao mesmo tempo que parava ele saltitava no meu peito e eu sabia que nunca mais eu me sentiria da mesma forma. Eu sabia que eu nunca iria sentir aquilo por mais ninguém. Era como se eu tivesse encontrado meu sentido. Mesmo sem saber que aquele era o meu real sentido naquele momento.

09 de setembro de 2017.

Acordo sorrindo.

12h44 da manhã. Continuo a sorrir. Era ele. O motivo pela qual eu sorriria desde aquele dia. O motivo pelo qual eu senti meu coração contente como nunca. Ele me chamou. E eu o escutei. E tenho o escutado todos os dias. Desde o melhor dia da minha vida. Ou um dos. E eu sabia e sempre senti que os outros melhores dias da minha vida viriam e seria ele o motivo.

Sinto-me segura. Não mais presa em algo que nunca foi eu, ou que nunca fui eu. Sinto-me segura em seus braços e não mais querendo escapar de algo que me fazia infeliz ou incapaz de sentir-me completa. O meu mundo se iluminou. O meu mundo segue se iluminando e o motivo sempre foi ele. Sempre será ele. E ele. E só.

Já não mais dona de mim, mas dona de nós. Virei dona de nós dois. E os nós que existem em nós nunca poderão ser desamarrados. Nunca mais sairão de nós. Porque ele é a minha pessoa.

Maktub.

Estava escrito. E todos os dias escrevemos. E todos os dias sabemos que sempre escreveremos. Juntos. Palavra por palavra. Parágrafo por parágrafo.

Sempre existirá nós.

Desde aquele dia.

Sempre será nós.

Porque eu sei que nunca poderei perder a razão de eu ter sentido tudo que eu sempre sonhei em sentir.

Minha utopia realizada.

Meu Gabriel.