Sobre meu mundo

Tento descrever-me como aquela ave que ainda não soube completamente onde há-de-pousar para encontrar-se. Pertenço a mim mesma e isso já é o maior dos motivos para respirar até quando pareço afogar-me em meus próprios sentimentos. Achei que já não estaria mais aqui. Me afoguei. Ele me salvou. E agora estou aqui correndo no sentido correto ou pelo menos tentando descobrir para que lado correr. Não tão sozinha. Mas em sua companhia.

Tento descrever-me como alguém que sonha em encontrar o irreal. Ou até, por que não, alguém que vive no mundo dos sonhos que sempre quis que existisse.

Gosto de pensar assim.

Gosto de sentir assim.

Criei meu próprio mundo. Nele evito qualquer afogamento. Nele só sou eu mesma. Nele só quero ser eu mesma. Sem medo de pousos de emergência ou sem medo de que cortem as minhas asas ou que impeçam-me de voar.

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